foi bom pelo trabalho que gerou amadurecimento.
foi bom pra perceber que eu consigo ser responsável mesmo quando tenho tudo para não ser.
foi bom pra perceber que eu preciso me controlar mais na hora de comprar.
foi bom pelo snowboard e pelo energético barato.
foi bom pelo Rockstar malandrinho.
foi bom pelas aventuras na cozinha.
foi bom para aprender a ser mais paciente.
foi bom pra deixar claro como eu gosto do frio.
foi bom pra me mostrar como eu sinto falta de arroz e feijão.
foi bom pra eu me conscientizar do que sinto saudade.
foi bom ter de quem sentir saudade.
foi bom perceber que sentiram minha falta.
foi bom pelas "férias" remuneradas.
foi bom pelo 284.
foi bom pelo Natal e Reveillon choroso e bem diferente do normal.
foi bom ver que carnaval de americano é dia 17 de março e todo mundo veste verde, as mulheres mostram os peitos e eles são loucos.
foi bom para ver que americano tem a perspectiva menor do que a de um burro.
foi bom pra perceber que os americanos são simpátiicos, apesar de votarem no Bush.
foi bom assistir o Oscar e entender as piadas.
foi bom pelos Pistons. ("deeeeeee-troit, basketball!")
por último, mas o mais importante. foi bom pelas pessoas: lívia, bean, day, thiago, vini, fefa, flavia, gleyce, fefo, nati, thiago, luciana, zeca, alessandra, periquito, irvinng, guilherme, christian, kan, veronica, krishna, andré, alexandre, arthur, francis, serginho, juan, igor, pedro, tyrone, ronald, rick, joao, flavio, mili, dusty, juan carlos, diego, gonzalo, claudia, tanya, pato, mauricio, jay, george....... e tantos outros que eu num consigo nem terminar a lista.
ah, e é claro, que foi bom pelo dinheiro!
Arrumei minhas malas e, em um dia de folga, fui para Detroit assistir
ao jogo dos Pistons. Desde que saí do Brasil tinha planos de ir em
algum desses eventos esportivos que só americano sabe fazer direito.
Pois bem, lá fui eu para o Palace of Alburn Hills, o ginásio do time de
basquete da cidade de Detroit, próximo a fábrica da General Motors
(maior fábrica da GM no mundo, é tão grande que eu não consegui
enxergar o fim da mesma). Alburn Hills é um palácio como o nome mesmo
diz. Gigante! Ao entrar percebo que a beleza e a grandeza continua no
lado de dentro. É um ginásio para mais de 15 mil pessoas, todas muito
bem acomodadas, possui praça de alimentação com todo o tipo de comida
que alguém pode querer durante o jogo. O mais popular, para uma pequena
surpresa, não é o super hot dog americano com coca cola, mas sim, os
nachos, mostrando que o México já está instalado nos EUA. Ah, e pra
quem acha que vai assistir o jogo bebendo cerveja, prepare-se para
gastar US$8.50 em uma latinha de Budweiser.
Depois de algum tempo só observando a imensidão do ginásio e ficando cada vez mais admirada, o telão de Alburn Hills começou a mostrar imagens ao vivo direto do vestiário do time da casa. Depois de uma rodinha, bem parecida com aquelas que os jogadores de futebol fazem no túnel antes de entrarem pro campo, o telão começa uma contagem regressiva. Ao final da contagem uma explosão, duas tochas imensas de fogo se acedem e os jogadores dos Pistons começam a entrar ao som de uma música muito animada, a la o tema musical de Rocky Balboa. Tudo isso com o ginásio sendo iluminado apenas pelas tochas e pelos raios lasers com o escudo dos Pistons. Um típico show americano para deixar brasileiros de boca aberta. Já na entrada do time adversário, o péssimo Golden State Warriors, luzes acesas e vaias...
Eis que o jogo começa e o gritos de "let's go pistons, let's go!" também. A torcida daqui é bem animada, não é (nem nunca vai ser) como a torcida do Flamengo, mas é bem animada. Eles gritam o tempo inteiro, o repertório vai desde o "let's go pistons, let's go!" até o grito de "deee-fense!", aliás é até bonita a importância que eles dão pra defesa...
Os dois primeiros quartos do jogo acabaram com várias enterradas, cestas de três pontos e tal. E, como diria o Galvão, começa o "show do intervalo", esse sim podemos chamar de um show. Tudo aquilo que a gente vê em filme é verdade: líderes de torcida, pompons, distribuição de prêmios, pessoas tentando arremassar de longe para ganhar prêmios, etc.
Enfim o jogo acabou, o Detroit Pistons perdeu e começamos a volta pra casa. Mesmo com a derrota o Pistons continua líder, as pessoas continuam torcendo e, no próximo jogo, vão gritar ainda mais pela "deeee-fense", pra ver se da próxima vez ela funciona!
e assim foi o maior evento esportivo dos EUA.
eu na pizzaria com os amigos, torcendo pro Chicago Bears e vendo o Indianapolis Colts ganhar....
Desde que cheguei aqui me deparo sempre com coisas inusitadas ou inesperadas. Tudo é muito surpreendente e poucas vezes imaginei que fosse ser assim. É diferente do que eu imaginava, mais bizarro em alguns casos e mais simpático em outros. Ai vão algumas das "curiosidades" sobre o que eu venho encontrando nos United States of America.
Nas propagandas americanas é possível falar abertamente sobre os "defeitos" do seu concorrente, mostrar as suas vantagens sobre ele, exibir a logomarca do outro da forma desejada e isso é feito constantemente. Aqui as propagandas se resumem em dizer porque você precisa daquele produto, no que a sua marca é melhor que a outra e, ao final, uma ordem de compra para o estúpido consumidor.
O consumidor aqui é o outro problema: o público alvo não é inteligente. As pessoas aqui são extremamente limitadas, a perspectiva que eles possuem da vida é microscópica. E, é por isso, que basta falar mal do concorrente e dar uma ordem para que eles saiam procurando o produto anunciado que promete maravilhas nas prateleiras do Wal Mart mais próximo.
Aliás, o "efeito Wal Mart" aqui é algo enlouquecedor. Nunca vi nada tão grande que satisfaça tão bem as exigências dos clientes e acabe tão rápido com as pequenas empresas. O Wal Mart vende tudo que você possa imaginar, de roupas a eletrônicos, de farmácia a jardinagem, tudo com o menor preço do mercado. Para se ter uma vaga idéia, o Wal Mart possui mais de 1.5 mi de empregados ao redor do mundo e cada americano está a, no máximo, 15 milhas de distancia de uma filial dessa rede de hipermercados. Inclusive, o fundador do Wal Mart se chama Sam, nada mais apropriado no país do Tio Sam.
Uma das coisas mais irritantes daqui é que os impostos não estão embutidos nos preços das prateleiras, então tudo que se compra é acrescentado uma taxa que varia de acordo com o estado em que você fez a compra. Em Michigan a taxa é de 6% sobre o produto.
Os sistemas de comunicação aqui são bem avançados como era de se esperar e, boa parte por causa disso, não existe telefones públicos espalhados pelas cidades. Todos aqui possuem celulares da mais alta tecnologia, comprados junto a companhias telefônicas que revendem celular atrelados a planos muito bons por preços relativamente baixos. Ai, nós, pobres brasileiros, quando chegamos aqui não conseguimos falar com nossas famílias porque não achamos telefones públicos...
Na televisão tudo que posso perceber é que Oprah e David Letterman estão fazendo escola: as mulheres sempre com programas sentadas em sofás e os homens por trás de uma mesa e na frente de alguma bela paisagem americana. A única que sai dessa linha é a Martha Stewart que, depois que saiu da prisão, voltou a ser a Ana Maria Braga americana. A MTV americana não passa clipes e possui mais reality shows do que a Endemol. A maravilha de estar aqui nesse momento é poder ver as temporadas de todos os sitcons sem ter que fazer download. Falando nisso, Lost estréia dia 7 de fevereiro e Grey's Anatomy é foda. American Idol faz a alegria das minhas terças e quartas!
E quando a gente pensa que os Estados Unidos é constituído de grandes conurbações (EUA sempre lemra New York, Los Angeles, Miami, San Francisco, Boston, New Jersey, Las Vegas...), eu me deparo com uma estatística que constata que apenas 6% do território de Michigan é urbanizado. Aliás, ainda segundo as estatísticas a segunda maior população étnica de Michigan é, pasmem, de árabes, perdendo apenas para os caucasianos. Uma outra curiosidade desse estado em que resido é que o time de futebol americano é chamado de Wolverines, o uniforme é azul e amarelo e o capacete tem traços que lembram o herói mutante.
Estar aqui na época do Superbowl é outra coisa fantástica, ver bares lotados de pessoas assistindo os playoffs foi sensacional, lembrou o Brasil em época de Copa do Mundo, porém aqui não importa o time, a comoção é a mesma. Superbowl vai acontecer dia 04 de fevereiro e se você quiser saber como assistir basta perguntar para qualquer americano que passar na sua frente. Todos os americanos sabem que o pre-game começa as 15h horário do leste americano e o jogo entre o Indiana Colts e Bears começa as 18h, com toda a pirotecnia possível, só que dessa vez não teremos Janet Jackson mostrando o seio. Essas informações foram passadas pela minha querida (e, as vezes, odiada) chefe.
Outra coisa sensacional por aqui são os Outlets, neles você encontra as lojas das marcas sonhadas (Tommy Hilfilger, GAP, Adidas, Nike, Victoria's Secret, Oakley, Puma etc.) com tudo sendo vendido a preços bem mais baratos do que o comum e com imposto diminuto sobre o produto. É até possível comprar camisas da GAP por menos de 2 dólares. E, é claro, que é impossível não se contagiar pela onda do consumismo no país mais consumista do mundo.
Ah, já ia me esquecendo do mundo da reciclagem. Aqui o segundo emprego de todo sub-empregado é catar latinhas. Todos os materiais recicláveis, tais como alumínio e plástico, são retornáveis. Você deposita a latinha ou garrafa em uma máquina e ela te dá 10 centavos de dólar. Dá pra ganhar uns bons 15 dólares por semana assim, ou seja, dá pra comprar um casaco da adidas (comprar em um outlet, claro) por semana com o dinheiro de latinhas.
E assim a gente segue vivendo por aqui, comprando no Wal Mart, debruçando-nos sobre os laptops, ouvindo música no ipod e, claro, vestindo GAP por 2 dólares.
no meu último dia de folga eu fiquei assistindo tv durante a hora do almoço. logo, começou uma propaganda, muito bonita, mostrando um produto dentro de uma caixa muito bem desenhada e com traços bem refinados, lembrava muitas das propaganda de perfume. na propaganda estavam um casal que se beijava apaixonadamente... foi ai que veio a surpresa: o produto anunciado era o famoso lubrificante KY. sim, aqui, as 12:54p.m. passa propaganda de cunho sexual, coisa proibidissima no Brasil. Foi ai que começou uma discussão que parou na seguinte frase: a liberdade de expressão americana está apenas na exibição do anúncio publicitário do KY, porque, de resto, tudo aqui é muito bem vigiado (nota-se pelos programas "ao vivo" que são exibidos com 3 segundos de atraso pra dar tempo de censurar algo, se necessário).
a diversidade do que eu como aqui eh fantastica: miojo puro, miojo com molho Alfredo, miojo com molho de tomate, miojo com katchup.
e tem os dias que a gente come batata frita tambem!
-7 graus, sensacao termica de -13.
viva a neva, viva o vento produzido pelos Grandes Lagos e o chocolate quente que me aquece!
o bom de trabalhar no setor de Housekeeping eh que temos algum contato com os hospedes. Uns sao muito escrotos, outros deixam gorjeta e bilhetinhos agradecendo o servico.
No meio de tantos hospedes e quartos que limpei na semana das festas de final de ano encontrei uma mulher de chicago, ela veio pra ca com os filhos e o marido para comemorarem o natal, ano novo e poderem esquiar um pouco. relaxar, respirar ar puro e fugir da correria maluca de Chicago. Quando comecei a conversar com ela, logo ela perguntou de onde eu era... e ai quando falei Brasil e que participo de um programa de Work Experience a mulher pirou. ela achou foda a ideia, perguntou se eu ja fui em Chicago, deu mil dicas... depois de alguns minutos ela perguntou em que ano da faculdade eu estava. Eu logo respondi: "estou indo pro terceiro ano!". Ai ela me contou que quando ela estava no terceiro da faculdade, ela sofrera um acidente de carro no qual quase morreu. Ficou alguns dias internada em coma, varias cirurgias, varios traumas cerebrais. Dentre esses traumas cerebrais ela perdeu parte de sua capacidade mental e ela concluiu: "meu filho de 10 anos eh mais inteligente do que eu, nem pude terminar a faculdade por incapacidade. nao posso trabalhar, so faco trabalhos voluntarios para ajudar pessoas que sofreram do mesmo tipo de acidente que eu. mas eu sou feliz, vivo pros meu filhos e sou feliz com o que deus me deu.".
Depois disso ela falou pra eu ir em Chicago assistir o red hot chili peppers, assisti o Chicago Bears e o Bulls. Falou tambem que o primeiro encontro dela com o marido foi num show do Pearl Jam... e assim meu dia exaustivo terminou bem feliz, com uma conversa descontraida com uma americana democrata (no meio da conversa ela me disse que quer Hilary Clinton como presidente aiuhuahuha).
quando comecei a trabalhar no Grand Lodge de Boyne Mountain aprendi uma coisa no primeiro dia: o terceiro andar eh uma desgraca. Tudo isso tem motivo (obvio). Os quartos do terceiro andar possuem geralmente dois andares, mais de dois quartos (geralmente um com cama queen e outro com cama king size), e ainda existe um maldito quarto chamado SBS, que possui duas beliches odiadas.
outra coisa que aprendi eh que o vestidinho que eu tenho que usar todos os dias eh muito feio, nao ajuda no trabalho e o menor tamanho ainda fica gigante em mim. Afinal de contas, tamanho pequeno de americano eh supersize always.
o trabalho eh tranquilo: arrumo camas, limpo banheiros, lavo as loucas que estiverem sujas. geralmente trabalho em dupla ou trio. nunca sozinha. trabalhei jah com algumas americanas, peruanas e brasileiras. a gente ganha gorjetas boas. os hospedes ricos daqui deixam uns 20 dolares de gorjeta e a gente faz a festa. hoje, alem do dinheiro, me deixaram um vinho cabernet suvignon (eh assim que escreve?)...
tenho trabalhado cerca 9h por dia, sinto muita dor nas costas, mas lembro sempre dos lindos dolares que eu ganho por hora e tudo passa.
a cabeca, durante o trabalho, fica no brasil e na saudade que eu sinto de todos. as vezes, to la limpando um quarto e lembro dos momentos engracados que eu passei com alguns de voces e fico rindo sozinha. da ate uma tristeza de pensar que ainda faltam 3 meses pra voltar... mas fico feliz por estar ganhando dinheiro e ter de quem sentir muitas saudades.
love,
maria.
Mariaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa :D Eba eba eba que vc fez um blog e vai contar tudo que há de melhor por ai... read more
on the true strong and beautiful NORTH of america